Redes Sociais

Twitter suspende contas que postaram cenas de jornalista morto

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Quarta-feira, o Twitter anunciou através de um tweet de seu CEO, Dick Costolo, que contas estavam sendo suspensas por postar conteúdo gráfico sobre o assassinato do jornalista americano James Foley. A decisão surpreendeu muita gente, já que o padrão recente das redes é permitir imagens chocantes se tiverem caráter de denúncia.

A medida, segundo o Hufffington Post, teria começado a valer recentemente, com a morte do ator Robin Williams. Após o suicídio na semana passada, sua filha Zelda declarou que abandonaria o microblog por ter recebido fotos perturbadoras (photoshopadas) do pai. O Twitter respondeu na terça-feira anunciando que com o pedido de familiares, passaria  a remover imagens de pessoas mortas.

No mesmo dia, surgiram os primeiros tweets com links para o vídeo da morte de Foley. O YouTube removeu rapidamente o conteúdo – clones continuam aparecendo, principalmente com slides do original – mas imagens estáticas seguiram inalteradas no Twitter. Diante de reclamações, e apesar deixarem claro em seus termos que normalmente não removem conteúdo do gênero, veio o anúncio.

A irmã do jornalista, Kelly, pediu que as pessoas não vejam o vídeo: “Por favor, honrem James Foley e respeitem a privacidade de minha família. Não assistam ao vídeo. Não o compartilhem. Não é assim que a vida deve ser“.

A decisão gerou polêmica e reabriu o debate sobre o nível de controle que as redes sociais devem ter sobre publicações, pois contraria o que a companhia defendeu por muito tempo, sobre ser uma plataforma de livre. Usuários se dividiram: muitos apoiaram a decisão, destacando ser um passo para evitar propaganda do radicalismo, enquanto outros questionaram a falta de ação em eventos similares.

O Facebook passou por algo parecido com o vídeo de uma mulher decapitada no México, que mesmo denunciado por usuários do Facebook, não foi removido prontamente – a rede defendeu a exibição.

Se a decisão do Twitter servir como precedente, a plataforma pode perder seu poder de denúncia de atrocidades pelo mundo.

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Fundador do Tutoriart em 2010, é ex-instrutor de Photoshop, design web e gráfico. Em quase uma década de redação online, tem cerca de 1500 artigos publicados. Gerencia também o Memória BIT.

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