SEO e Segurança

Como criar títulos em posts que não enganem o leitor

Vender gato por lebre no título parece interessante para atrair cliques, mas o resultado não é tão positivo.
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Primeiro: usar um título não condizente com o conteúdo, seja por brincadeira, “técnica de SEO” ou outro argumento, é enganação. Ponto. Este artigo parte deste princípio, e se você discorda, sem problema. Mas é minha opinião e nisso baseio o texto.

Às vezes encontramos posts com títulos bem diferentes do artigo que encabeçam. Alguns são criados como piada, ou com a desculpa de ser piada. Outros enfiam um monte de promessas, sugerindo uma matéria esclarecedora, mas quando o lemos… Alguns autores esquecem que aquilo será lido por pessoas e não só máquinas, e escolhem palavras baseadas no SEO e em quantas visitas poderá atrair. Sem qualquer relação com o conteúdo.

Exceto em casos muito específicos, títulos imprecisos só fazem o leitor perder tempo.

Rótulos nas latas certas

O que você acha da seguinte cena: depois de fazer compras, ao chegar em casa, você resolve beber uma das cervejas que acabou de trazer. Mas quando toma o primeiro gole, leva um susto, pois era vinagre! Ao usar o sabão em pó, descobre que a caixa tem pó de café.

Não é muito diferente do leitor que, ao clicar em seu título nos resultados de pesquisa, descobre um conteúdo totalmente diferente. Alguns estarão na primeira — e última — visita. A primeira impressão será bem ruim.

Escolher um título honesto para seu post é mais importante que buscar visitantes “na marra”. Estes acabarão sendo um péssimo tráfego: alta chance de  saírem revoltados (às vezes deixando um comentário ofensivo, o que é compreensível), não clicarão em nada, não assinarão suas atualizações, nem seguirão seus perfis sociais…

Ou seja, tudo o que você não quer.

Promessas exageradas

Algumas práticas podem manchar sua imagem e de seu projeto. Temos algum conhecimento sobre informática e a internet, que nos permite discernir entre propaganda enganosa ou não, certo? Mas a maioria é de usuários médios, que passam poucas horas por dia ao computador. Eles não o têm como ferramenta de trabalho e não obrigação de adivinhar qual post é jogada de marketing e qual é sério. Induzi-lo a ler algo sem utilidade é dar pouco valor a seu precioso tempo na rede.

Então, ao criar um título do tipo:

Aprenda a conquistar mil seguidores em apenas um dia

…é bom que isso seja uma verdade, e não baseado em probabilidades ou variantes. Se não for algo factual, mude o título para:

Mil seguidores em apenas um dia é possível, veja como“.

Percebe a diferença?

Usar títulos chamativos é uma velha técnica, ensinada em inúmeros metablogs, e acho válida desde que “chamativo” não descambe para “mentira” ou “meias-verdades”. Seu bom senso vai lhe dizer quando estiver exagerando, tenho certeza.

Veja o exemplo de um tabloide sensacionalista de Portugal:

24 Horas, reprodução

A manipulação levou à criação de uma manchete falsa. Não é questão de interpretação, e sim de bom senso: a ideia expressa pela grande manchete não condiz com o conteúdo da notícia, não serve para resumi-la de forma apropriada, nem dar uma ideia clara ao leitor do que lerá no artigo completo.

Ela tenta ganhar sua atenção com uma afirmação bombástica e mentirosa, ou seja, no sub-título de cabeçalho e no destaque, fica explicado que uma falha da lei foi usada em um caso específico, e não que – como diz o título – homicídio não seja crime.

O que vale a pena?

Usar técnicas de maneira honesta é ótimo, pois ajuda o site a ganhar visitantes, que encontrarão o que procuravam. Algumas alternativas a considerar na escolha do título:

  • Palavras-chave, sem exagero: o título é um dos fatores de peso quando o artigo for indexado e buscado, então usar palavras que as pessoas buscam com mais frequência vai ajudar. Se está escrevendo sobre “como fazer frituras sem gastar muito óleo“, por exemplo, procure termos que são mais pesquisados. Com ferramentas como o Google Insights, você descobre se um termo ou combinação deles é mais popular que outro. Por exemplo, “frituras econômicas” pode ser mais procurado ou mais preciso do que “frituras sem gastar“, ou um título que contenha os termos “frituras” e “óleo” pode funcionar melhor do que um com “fritar” e “óleo”.
  • Títulos chamativos: coisas que atraem o interesse comum funcionam bem. Listas do tipo “Dez coisas…” são muito eficientes, assim como a oferta de algo que foi bom pra você: “Como resolvi“, “Como melhorei“, “Como ganhei“. Lembre-se de só fazer isso se tiver algo real a oferecer.
  • Polêmica: quase todos, mesmo os que negam, adoram polêmica, então títulos como “Não use Flash porque é ruim“, “O Facebook é um lixo do passado” ou “Instagram é a rede dos fúteis” sempre vão gerar mais visitas, e dependendo do que você escrever, muitos comentários. Bom notar que este tipo de artigo terá sua opinião pessoal, e se você deixar isso claro, ninguém pode condená-lo (esteja preparado para críticas, e para explicar seu ponto de vista de modo a não perder credibilidade).
  • Menos palavras, mais clareza: não adianta título enorme, cheio de palavras, pensando que vai atrair mais visitas. “Como atrair mais visitantes de qualidade para seu blog ou site usando SEO em poucas etapas” é um título cansativo. Leve em conta que além dessas palavras, normalmente ainda usamos complementos (através de plugins de SEO) para adicionar mais palavras-chave, então fica tudo isso, mais uma descrição do blog, mais palavras-chave… Além de terrível de ler, não aparece tudo no título da janela do navegador e na página de resultados de pesquisa. Poucos clicarão se o título parecer incompleto, então o melhor é ser sóbrio: menos palavras, que expliquem de forma clara o que será encontrado ali. Aí sim, sobra espaço pra completar o título com as palavras-chave que serão inseridas pelo seu plugin de SEO.

São apenas sugestões para a escolha dos títulos. Estou em constante aprendizado e espero um dia chegar à fórmula perfeita (se  existe) para criar títulos que combinem precisão e força.

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Fundador do Tutoriart em 2010, é ex-instrutor de Photoshop, design web e gráfico. Em quase uma década de redação online, tem cerca de 1500 artigos publicados. Gerencia também o Memória BIT.

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