Primeiros Passos

Quanto custa manter um blog profissional? Investimento x gasto

Google+ Pinterest LinkedIn Tumblr
Anúncios Google

Essa é uma velha dúvida que sempre aparece nas caixas de mensagem e comentários de metablogs. Como tudo que está relacionado ao termo “profissional”, ter um blog que visa mais que diversão, mas também lucro, vai exigir que você coloque a mão no bolso para algumas coisas. É impossível chegar longe sem gastar pelo menos com o essencial.

E o que seria esse essencial?” São os gastos que, ao sair do “blog de brincadeira” ou “passatempo” e passar para o “pro”, tornam a qualidade do trabalho como um todo melhor – especialmente com a dupla hospedagem e domínio. Se ao menos esses dois serviços não forem pagos, a chance de você ter problemas sérios no caminho é garantida.

Mas infelizmente não é só isso. Vamos ver os pontos em que você precisa ou deve investir – sem transformar o investimento em gasto desnecessário.

Inevitáveis

Domínio

Para que o endereço de seu blog não seja algo bizarro como um monte de números que ninguém consegue memorizar, existe o domínio. É ele que garantirá um endereço bacana tipo “www.nome do seu blog.com.br”, ou com outras terminações como .net, .org, etc.

Como usuário tipo pessoa física, alguns tipos de domínio não são permitidos, como gov.br, ind.br ou jus.br. Entre os domínios “genéricos” ou indicados para pessoas físicas, estão:

Genéricos

COM.BR – atividades comerciais
ECO.BR – atividades com foco eco-ambiental
EMP.BR – pequenas e micro-empresas
NET.BR – atividades comerciais

[reduzir titulo=”Profissionais liberais – clique”]

ADM.BR – administradores
ADV.BR – advogados
ARQ.BR – arquitetos
ATO.BR – atores
BIO.BR – biólogos
BMD.BR – biomédicos
CIM.BR – corretores
CNG.BR – cenógrafos
CNT.BR – contadores
ECN.BR – economistas
ENG.BR – engenheiros
ETI.BR – especialista em TI
FND.BR – fonoaudiólogos
FOT.BR – fotógrafos
FST.BR – fisioterapeutas
GGF.BR – geógrafos
JOR.BR – jornalistas
LEL.BR – leiloeiros
MAT.BR – matemáticos e estatísticos
MED.BR – médicos
MUS.BR – músicos
NOT.BR – notários
NTR.BR – nutricionistas
ODO.BR – dentistas
PPG.BR – profissionais de propaganda e marketing
PRO.BR – professores
PSC.BR – psicólogos
QSL.BR – rádio amadores
SLG.BR – sociólogos
TAXI.BR – taxistas
TEO.BR – teólogos
TRD.BR – tradutores
VET.BR – veterinários
ZLG.BR – zoólogos[/reduzir]

E finalmente, os mais indicados para pessoas físicas, como blogueiros e freelancers:

BLOG.BR – blogs
FLOG.BR – fotologs
NOM.BR – pessoas físicas em geral
VLOG.BR – vlogs
WIKI.BR – páginas tipo wiki

Você tem que pagar o domínio pelo menos uma vez por ano, e o valor “normal” é R$30,00, pelo Registro.br. Se contratou um serviço de hospedagem com domínio incluso, o valor já deve estar dissolvido nas parcelas ou num pagamento inicial. Alguns domínios como o nom.br são (bem) mais baratos. Há ainda a possibilidade de, com cartão de crédito ou PayPal, contratar domínios fora do Brasil, sem o br no final.

Domínio não é luxo em momento algum: tenha um domínio próprio desde o começo, já que o custo é baixo e você não perde tanto se desistir logo do blog.

Mais sobre regras de domínios

Hospedagem

Para ser visitado, seu blog estará “hospedado”, ou servido aos visitantes a partir de um “computador” que não será o seu, mas uma máquina bem mais robusta, capaz de lidar com o tráfego e os softwares exigidos para tal.

Num serviço de hospedagem básica para WordPress, serviços como e-mail, bancos de dados MySql, gerenciamento cPanel e outros estão inclusos em pacotes básicos e médios. O valor varia muito e depende da qualidade da empresa e dos recursos oferecidos; alguns chegam a custar irrisórios cinco reais por mês.

Por exemplo, um plano com transferência mensal de 50GB e 5GB de espaço em disco, vai custar menos do que outro com 200GB de espaço e 1TB de transferência. Planos compartilhados, VPS ou dedicados também farão grande diferença na qualidade e preço.

Compartilhada – é como uma casa (o servidor) com várias pessoas (blogs e sites) morando: vários são hospedados na mesma máquina, dividindo os recursos como espaço em disco e uso de memória. Isso torna o preço mais baixo, mas o blog fica menos seguro, já que uma instabilidade causada por qualquer dos usuário afeta todos os outros.

É comum vermos hospedagens que cancelam a conta de alguém que passou a consumir muita memória ou uso do processador e com isso prejudicou os outros clientes, às vezes sem aviso prévio. Eu não recomendo hospedagem compartilhada, a não ser que seu projeto ainda seja bem novo e de pouca visitação. Quando o projeto crescer, migre para, no mínimo, um VPS.

Preço médio: de R$10,00 a R$50,00

VPS – sigla de servidor privado virtual, é parecido com a compartilhada, mas a figura que usei muda ligeiramente: em vez de várias pessoas na mesma casa, são várias casas no mesmo terreno, cada um com uma pessoa. Com mais de um site/blog na mesma máquina, ela é dividida via software criando ambientes independentes. Assim você usa seu espaço isolado como se fosse um servidor privado, com mais liberdade para alterar configurações como limite de memória ou instalação de mais softwares – o que planos compartilhados não permitem.

É o ideal quando seu blog cresceu um pouco e já não pode mais ficar no “casulo” da hospedagem compartilhada. Não são, porém, de forma geral, indicados para altos tráfegos.

Preço médio: de R$80,00 a R$250,00

Cloud – similar ao VPS, outra vez alterando a figura: agora as pessoas não tem casa fixa, elas habitam várias. Usando o conceito da computação em nuvem, seus arquivos estão disponíveis em mais de um lugar, e dificilmente deixarão o visitante procurando no ponto “central” e não encontrando em caso de falha.

Ou seja: se o servidor “principal” falha, os arquivos são pegos de outro lugar da nuvem, garantindo maior tempo disponível.

Preço médio: de R$100,00 a R$400,00

Dedicado – na última figura, a mais interessante: uma casa grande, confortável e isolada para cada pessoa. Sempre a opção mais confiável – e cara. Nesses planos o servidor é totalmente por sua conta (configuração e manutenção), e os recursos também são 100% dedicados ao que você tem lá, sem compartilhar nada com ninguém. A empresa fornece o espaço e você toma conta dele.

A vantagem é óbvia: recursos ao seu dispor no limite do plano, sendo indicados a grandes empresas e projetos, com alto tráfego e consumo de recursos. A desvantagem é o nível de conhecimento exigido, já que o responsável precisa fazer toda a configuração.

Preço médio: partindo de R$200,00

Investimentos Adicionais

Template Profissional

Embora exista uma infinidade de templates grátis – e nesse mar de coisas ruins ou medianas tem alguns de excelente qualidade (o template que uso aqui é grátis, customizado por mim), é impossível comparar com os recursos oferecidos por um template premium.

Se você não tem conhecimento ao menos intermediário em design web (PHP, HTML, CSS, Javascript), não vai conseguir alterar muito um template, e não estou falando só de estilização ou “enfeites”, mas de alterações estruturais que seu projeto possa precisar.

Nesses casos é que o template premium entra, já que são criados para atender profissionais, que demandam mais recursos e ferramentas. Alguns são tão completos que dispensam plugins aos quais usuários de templates grátis já estão acostumados, como os de paginação avançada, breadcrumbs, sliders e SEO.

É aceitável e até natural que você comece seu blog com um template grátis, mas se quiser que ele cresça, tem duas opções: saber qual template usar e como fazer as adaptações que ele exigirá, ou comprar um e contar com a assistência do autor (que é parte do pacote).

Plugins

Não há um plugin sequer entre os pagos que seja 100% necessário para um blog funcionar bem, mas alguns são tão úteis que ficam perto disso. E nem todos são grátis, ainda que tenha alguma versão mais leve gratuita.

Quem precisa de soluções completas para formulários, por exemplo, vai PRECISAR de algo como o Gravity Forms. Quem precisa de slides muito avançados vai querer um Slider Revolution, e assim por diante. Quase tudo que um plugin grátis não resolve, tem solução em alguma opção paga, é questão de procurar.

Isso tudo custa dinheiro, mas dá a segurança de contar com um desenvolvedor interessado em resolver seu problema, afinal, você é um cliente.

Cursos / Aperfeiçoamento

O Google fornece praticamente todas as respostas que precisamos, mas nem todo mundo tem paciência em aprender sozinho, e se entrou no mundo dos blogs meio “por acaso”, cedo ou tarde vai ter que lidar com questões mais complexas como configurações de servidor, bancos de dado e templates.

Fazer um curso específico é o mais indicado. Há opções como as escolas tradicionais e cursos online, que fornecem toda a base necessária para administrar o essencial de seu projeto, como hospedagem e manutenção.

Se você nunca ouviu falar em PHP, nem teve contato com qualquer tipo de banco de dados, ou não tem muita habilidade com rotinas de informática (criação e abertura de arquivos, formatação de discos, FTP, etc), é virtualmente impossível ter sucesso com blogs profissionais. A não ser que desembolse um belo dinheiro com especialistas pra cuidar disso – e acredite, não é muito barato.

Assistência Técnica

Se você faz parte do time descrito acima, terá diálogo frequente com técnicos que vão socorrê-lo a qualquer emergência no blog, como um período off ou uma quebra após atualização de template ou plugin. Isso é péssimo, e deve ser evitado a todo custo, já que muitos não terão escrúpulos em cobrar valores absurdos por ações rotineiras como uma reinstalação de tema.

Assistência especializada deve ser o “último recurso”, usado quando você não tem ideia de como resolver um problema, ou não tiver certeza absoluta de que o procedimento que pretende realizar não será prejudicial. Bons exemplos são configuração avançada de servidores (quando a hospedagem se recusa, geralmente oferece o serviço à parte), recuperação de dados ou correção após invasões.

Conclusão

Se quer receber dinheiro trabalhando com um blog, é bom fazer as contas de quanto precisa investir, considerando que muito desse valor não voltará tão depressa – o rendimento demora de alguns meses até cerca de um ano para aparecer, em média, ocasionalmente antes.

Não quer dizer que você deva gastar como louco desde o início. No período de aprendizado seria interessante usar um template grátis, já que testes aleatórios podem ser feitos à vontade. Pagar centenas de reais num servidor dedicado quando tem-se apenas um blog com duzentas visitas diárias não é muito salutar para seu bolso.

Lembre também que nem todos os assuntos são rentáveis – blogs de nicho muito específico podem ter pequenas audiências, e recuperar o investimento acaba demorando mais do que num tema popular. É preciso levar em conta fatores como tipo de público para decidir quais abordagens de publicidade serão feitas.

Mantendo a seriedade e confiança, praticamente qualquer tipo de blog pode render. Depende de você.

Imagem do post: Svilen Milev

Fundador do Tutoriart em 2010, é ex-instrutor de Photoshop, design web e gráfico. Em quase uma década de redação online, tem cerca de 1500 artigos publicados. Gerencia também o Memória BIT.

2 Comentários

  1. optei pela hostgator por ter suporte tecnico via chat.É muito fácil se comunicar com eles .Quando criei meu blog quase todos os dias estava pertubando a equipe e eles sempre muito atenciosos…

  2. Leadro S. Pires Responder

    Cara o seu blog é muito útil, sempre que tenho alguma dúvida você aparece com algum link interessante para salvar no twitter. Parabéns pelo trabalho e a dedicação ao mundo web.

Deixe um Comentário

Pin