Primeiros Passos

Principais erros escrevendo em sites e blogs

Na ilusão do dinheiro fácil (:D), muita gente cria conteúdo a toque de caixa e está esquecendo do principal: conteúdo.
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Atualização 2018: esse artigo é antigo. Bastante. Quando escrito, a realidade era outra na internet. O YouTube não tinha Gangnam Styles (tinha acabado de ser lançado…) e afins com bilhões de visualizações. Poucos canais eram profissionais. Blogs ditavam o ritmo — mas não por muito mais tempo. Mesmo assim, muito do que escrevi continua valendo. O público fiel aos textos continua por aí, afinal nem todo mundo gosta de vídeo; o vídeo tentou, mas não matou a estrela dos blogs. Não totalmente.

O sucesso de alguns blogueiros levou a uma enxurrada de projetos. Iludidos pela ideia de fazer boa renda “trabalhando pouco” (!), há incontáveis recém-chegados à blogosfera, procurando conselhos e imitando veteranos.

Até aí, tudo bem. O problema é fazer de um jeito ruim. Colocam em prática ensinamentos de todos cantos, de forma aleatória, sem ver o que é melhor para seu próprio caso. E sem pudor algum em tentar empurrar conteúdos superficiais ao topo das pesquisas.

Seria excelente se a quantidade de material disponível em português aumentasse com a qualidade. Mas muita coisa irrelevante está sendo criada. São artigos superficiais, confusos ou subjetivos, ou pior: com promessas surreais, títulos absurdos e exagero nas técnicas de SEO. O objetivo é criar falsa relevância, com intuito único de ganhar dinheiro.

Alguns dos erros mais comuns que temos observado por aí.

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Imagem: Nick Youngson (CC BY-SA 3.0)

Sensacionalismo

Erro: nada mais chato do que procurar algo, achar uma manchete promissora, e seguindo o link, aquela bobajada feita para enrolar — e algumas ainda disfarçadas de “brincadeira” 🙄.

Um exemplo são títulos que prometem ensinar algo. Nessa linha:

  • Título: “Como calcular o preço do seu trabalho”
  • Realidade: “Você deve fazer seu preço, levar em conta vários fatores…”

Certo, isso o leitor já sabe… Outro clássico: “Como ganhar R$X em X dias”, com o conteúdo “Para ganhar mais, melhore seu conteúdo”.

Blogs do Capitão Óbvio: não tenha mais um!

Solução: escolha bem o título dos seus posts. Dar ao visitante uma falsa ideia ou usar pegadinhas com títulos “interpretativos” não ajuda. Ele só vai se sair rapidamente do seu blog, e irritado. Cuidado com exageros e camadas impossíveis de cumprir. Se a proposta foi resolver algo, tente de maneira lúcida e honesta.

Artigos rasos

Erro: um dos mais irritantes. Imagine-se no lugar do leitor: você vê um título bacana, pensa que vai encontrar as respostas que procura… E acha  um artigo fraquíssimo, superficial, não mais que três parágrafos de enrolação. Basta surgir um tema popular e correm para escrever qualquer bobagem e “aproveitar o momento”.

Verdade que alguns artigos podem transmitir o necessário em poucas linhas. Ninguém está dizendo que ser prolixo é bom. Mas qualquer pessoa de bom senso há de convir: a quantidade de textos decepcionantes é cada vez maior.

Solução: em vez de seguir padrões forçados, tipo publicar todo dia,  melhor focar na qualidade.  Faltando material para um post de qualidade por dia, mude a frequência para um a cada dois dias, ou até mais. Criar cinquenta posts semi-inúteis estufados de palavras-chave vai contra o que a comunidade precisa. Esteja certo de que o Google vai apertar o cerco contra blogs “bolhas de keyword”.

Sem falar na decepção do visitante, que o visitará uma vez para talvez nunca mais.

Nicho saturado

Erro: estamos num inchaço de certos nichos, visível pela quantidade de blogs com os mesmos assuntos, mesmos posts e lições. Claro que cada um tem sua didática, e quanto mais material disponível, melhor. Mas blogs de sucesso, que divulgam ganhos, levaram muita gente a sonhar que basta montar um, copiar o estilo alheio e tudo acontecerá por mágica. Se os próprios autores cansam de dizer que não funciona assim, porque insistem?

Solução: o ideal é buscar nichos menos concorridos. Se quiser ir mesmo nos mais lotados, crie autoridade sobre o assunto. Se precisar de horas caprichando no post, até sua ideia estar bem explorada, faça. Não entre na onda do “Não preciso ir tão fundo, o SEO é forte e vai alavancar isso“. Destaque-se no seu nicho, porque a concorrência é forte.

SEO antes de conteúdo

Erro: muito se discute sobre otimização de blogs, para torná-los mais visíveis nas ferramentas busca. É válido. O problema é que os primeiros lugares de vários termos importantes estão ocupados por sites de conteúdo péssimo. E as vezes, até copiado!

O mundo é injusto, ou o Google é puxa-saco do blog? Não, ele foi melhor otimizado: palavras-chave, usou alt nas imagens, rel em links e todas as práticas recomendáveis — e sim, até colocando essa otimização acima do conteúdo.

Solução: o cerco do Google se aperta contra maquiadores de conteúdo a cada atualização de seu algoritmo. Exagero de keywords, uso incorreto ou fraudulento de descrições e textos alternativos, não salvarão seu projeto se você não oferecer ao leitor exatamente o que prometeu. Por outro lado, não deixe de fazer as otimizações; tenha um plugin como o Yoast SEO e leia sobre o assunto.

Falar grego, ou “tecniquês”

Erro: outro frequente é usar uma linguagem muito técnica. Jargões soam bonito, mas alienam parte do público. Há autores que não pensam como alcançar esse público amplo.

Por exemplo: este site fala, entre outros temas, sobre WordPress. É uma ferramenta usada tanto por profissionais do design e publicação web,  quanto blogueiros novatos. Sendo propostas soluções para o aprendiz, criar artigos excessivamente técnicos não serve à maioria. Aliena grande fatia do público. Por outro lado, se fosse um blog técnico, voltado a profissionais, explicações detalhadas de procedimentos simples seria inútil.

Solução: é preciso entender o perfil de seus leitores. Qual o público-alvo ao escrever seu artigo? Use a linguagem adequada em cada abordagem. Pergunte-se qual o alvo do seu blog: profissional ou um público geral? Ambos?

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Essas foram cinco ideias simples sobre o assunto. Você, como dono de seu projeto, saberá o melhor para ele de acordo com suas possibilidades e ambições. Se tiver dúvidas ou sugestões, comente!

Author

Fundador do Tutoriart em 2010, é ex-instrutor de Photoshop, design web e gráfico. Em quase uma década de redação online, tem cerca de 1500 artigos publicados. Gerencia também o Memória BIT.

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