Primeiros Passos

Erros Cometidos ao Iniciar nos Blogs (e Que Vão Nos Acompanhar)

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Quando se está começando nos blogs é comum cometer alguns erros – como em qualquer outra atividade na vida. Isso é normal e aceitável, faz parte de nosso processo de aprendizado, e mesmo os blogueiros tops não estão livres de falhas.

O problema é que alguns erros, ainda que sirvam de lição, acabam prejudicando seu projeto a longo prazo, pois ficam enraizados nele. Se você publica bastante, em apenas poucos meses já pode ter uma grande coleção de posts cheios de falhas que depois consumirão muito de seu tempo pra serem corrigidos – o que, cedo ou tarde, você terá que fazer se quiser ir um nível além.

Confira uma lista de erros que, se cometidos de forma recorrente, serão um estorvo quando pedirem por revisão. A maior parte vai exigir correção direto no editor do post, sem chance de usar MySql para automatizar o trabalho – caso em que entrariam shortcodes sobrando ou urls que ficaram inválidos. Portanto, trate de eliminá-los o mais breve possível, para evitar dor de cabeça mais à frente.

Não usar tags title e alt

Atribuir título e texto alternativo às imagens de seu blog não é um luxo – são tags importantíssimas no SEO e ajudam seus leitores nas diversas mídias usadas ao visitar seu projeto.

Coloque títulos que sejam compatíveis com a imagem. Tentar burlar as ferramentas de busca com títulos apelativos é black hat, o que pode causar punições.

Exemplo: usar o título “Angelina Jolie nua” na foto do sua cadela chamada Jolie não vai dar certo. Pode funcionar por algum tempo, mas cedo ou tarde a malandragem acaba sendo detectada – talvez na próxima atualização do algoritmo do Google (?). Não abuse na quantidade de palavras: seja breve e claro.

O Alt é o texto alternativo, aquele que serve para descrever a imagem quando ela não é carregada por qualquer razão. Assim, o visitante saberá o que deveria estar naquele local através de um texto.

A diferença entre as duas tags é sutil, mas importante: no título, você pode ser mais direto e óbvio, enquanto o Alt é um texto alternativo. Voltando ao nosso exemplo tosco anterior, ao publicar a foto de sua cadela chamada Jolie, você poderia usar o tag title “cadela marrom tomando banho” ou “cachorro preto sentado”, e em alt, “Minha cadela no quintal”, etc. Vai depender muito do contexto. O que é importante para o leitor? Saber que ali está a foto de um cachorro, do seu cachorro, de uma cadela sentada, em pé? O blog é seu, escolha algo compreensível para o visitante “cego” de imagens.

Se deixar de preencher essas informações você vai prejudicar a qualidade de sua página. E quanto tiver trocentos posts com centenas de imagens para corrigir, vai sofrer.

Inserção de tags title e alt no WordPress

Copiar conteúdo / não creditar fontes

Tudo o que está na internet tem dono, seja uma foto, texto, flash ou o que for. Ao começar, alguns – às vezes sem maldade – copiam tudo o que acham bacana, ávidos por compartilhar aquelas informações tão “supimpa”… E depois não entendem porque o blog não cresce e aparece só na quinta ou sexta página dos resultados de pesquisa.

De nada vai adiantar publicar 500 artigos, sendo 400 copiados de outros sites. Acostume-se cedo a escrever e desenvolver seu próprio material. Se quiser falar do post de outro blog, redija um texto novo e aponte um link para o local original. Isso deixa todos felizes: os motores de busca, o autor do original (que ganha um link e divulgação grátis) e você.

Tenha cuidado também ao reutilizar imagens e mídias em geral. Alguns autores são inteligentes e não se importam se você publicar uma versão reduzida de foto ou ilustração dele, com link para a página original – alguns até entram em contato e agradecem. Mas outros ainda têm a mentalidade na Idade da Pedra, e poderão até ameaçá-lo de processo por uma simples reprodução em baixa resolução, mesmo creditada e com link.

Isso não é uma regra e sim uma recomendação: peça autorização sempre antes de publicar. Se não for possível contatar o autor, a medida de segurança máxima é não publicar, nem que seja a 10 x 10 pixels.

Se quiser publicar mesmo assim, só reposte imagens com qualidade inferior à original, com nome do autor e link para o local de onde a tirou em lugar bem visível da página. Se elas estiverem no mesmo tamanho e resolução da original, é bem possível que o Google detecte-a como cópia de conteúdo. Assim que o autor receber o ping da sua publicação, ele será notificado, e o maior risco que você corre é que ele solicite a remoção do arquivo (o que você deve fazer sem esboçar discussão, afinal a imagem é dele, e se ele não quer divulgação grátis, paciência).

Usar só serviços gratuitos

Gratuidade é uma delícia. Acontece que assim como você não gosta de trabalhar de graça, o resto da humanidade também não, então não espere que aqueles temas ou plugins que pega de baciada por aí terão sempre a mesma qualidade dos pagos.

A maior parte são subprodutos, criações feitas às pressas ou que seriam vendidas mas tiveram algum problema como erros insolúveis no código, sendo então oferecidos como  forma de promover o trabalho do autor. É verdade que alguns com qualidade Premium às vezes aparecem “de grátis” (viu o Origin que postei agora a pouco?), mas é preciso ter em mente que, dependendo da sua necessidade, comprar alguns itens é crucial. Por exemplo: blogs de loja virtual dificilmente serão bem feitos começando com temas ordinários.

Quanto a hospedagens grátis, nem se fala: além de serem SEMPRE de péssima qualidade, você vai ter um trabalhão para mudar tudo de lugar quando enfim resolver colocar a mão no bolso para pagar uma hospedagem profissional. Esqueça delas, sério. Prefira começar com um plano básico, mesmo que seja compartilhado: alguns são encontrados por até R$10,00 / mês.

Domínio é virtualmente obrigatório usar um pago, e não vai custar nada mais que míseros R$30,00 por ano. Largue de ser sovina!

Hospedar imagens em servidores ruins

Mais um erro comum – e que eu cometi. Para economizar banda do próprio servidor, utilizamos servidores externos, de serviços como o Picasa e o ImageShack. Até aí, sem problema.

Mas se você usar um serviço não muito confiável, corre o risco de ver todas as suas amadas e idolatradas imagens sumir junto com o servidor se ele for desativado. Isso aconteceu, por exemplo, com o ImageHost, onde eu hospedava algumas imagens do meu primeiro blog quando ele começou. O servidor foi fechado, aquelas imagens sumiram do mapa, e felizmente pra mim eu tinha backup delas. Quem não tinha… foi o armagedom.

Então, se for usar hospedagem de imagens e mídias fora do servidor do blog, use só serviços de grande confiança. Meu preferido é o Picasa, do Google.

Usar temas horríveis

Que bonito esse tema, todo cor-de-rosa, com fundo colorido, cheios de gifs piscando, estrelinhas douradas, letras verde-limão com fundo preto (ai meu olho!), cheio de botões, fontes script e outras tralhas!

Isso é coisa da década passada. Enfeite é bacana, mas ter sobriedade e facilitar a leitura é muito mais importante para o suceso do seu blog. Pra piorar, estes temas cheios de frescuragem costumam ter péssimas estruturas, e você perde a chance de usar shortcodes, resumos de posts e outras funcionalidades melhores, que eles não têm – o que será bem mais difícil de implementar quando trocar de tema.

Usar imagens muito grandes

Por preguiça ou falta de conhecimento, tem gente que pega imagens super-enormes, como aqueles jpegs de 10 MB que acabou de tirar da câmera para inserir nas páginas, redimensionando através de CSS ou no HTML, com atributos width e height.

Isso é péssimo, primeiro porque o arquivão pesado continuará sendo baixado sem necessidade, atrasando o tempo de carregamento geral e ferrando o blog como um todo. Depois, esse redimensionamento da imagem feita pelo navegador é ruim pelo mesmo motivo.

O mais recomendável é usar um software (como o Photoshop ou similar) para reduzir a imagem até a resolução necessária (não maior que a largura da coluna do blog), além de cuidar do tamanho do arquivo. Use formatos como jpg ou png – imagens em bitmap costumam ter arquivos pesados, e não são próprios para a web.

Procure usar também nomes amigáveis para o arquivo. Nada de “0356404_fojsdkfjh.jpg” e afins. Voltando ao nosso exemplo anterior, o nome do arquivo como “cachorro-marrom.jpg” seria melhor.

Não vincular miniaturas aos posts

Blogs sem imagem dificilmente dão muito certo, a não ser que você seja uma celebridade ou tenha um conteúdo de texto muito específico e sensacional. Os post thumbs são aquelas miniaturas que aparecem em algum lugar do seu tema, junto com o resumo ou perto do artigo, de forma ilustrativa.

Se o tema que você escolheu tem suporte a imagem destacada, trate de usá-las, é um recurso valioso que vai deixar seu projeto mais atraente. Se ele não tiver suporte, resolva isso com uma função ou troque de tema.

Configurando imagem destacada para o post

Escolher o domínio / nome do blog errado

Um dos mais graves, talvez o pior. Ao escolher o nome do blog e depois o domínio, você não terá mais chance de mudar – a não ser que esteja disposto a perder toda a reputação criada antes.

Escolher um nome sugestivo, com domínio usando palavras-chave do tema de seu blog, é um passo importante no sucesso dele. Só não vale apelar para uma ignorância de palavras-chave no url, tipo

www.carros-usados-lindos-baratos-pelos-melhores-precos-do-brasil.com.br

Isso é horrível pra humanos e robôs.

Muitos erros de português

Ninguém precisa ser o Prof. Pasquale para ter um blog, mas conhecer pelo menos o básico do seu idioma é importante. A linguagem usada também deve ser segmentada: num blog voltado a um público infantil, você não vai usar palavrões, nem tratar o leitor como seus “manos da rua” num blog sério. Muita gente não liga, mas tem sempre alguém que se ofende e sai falando mal.

Algumas coisas são toleráveis, enquanto outras devem ser simplesmente deletadas da sua vida de blogueiro: não use linguagens bizarras e de tribos, como miguxês, msnês, códigos secretos e outras abobrinhas, pois a chance do Google e ferramentas similares rebaixarem seu blog existe. Seu conteúdo deve ser acessível, claro, compreensível. Guarde as cifras para os chats do MSN ou para redes sociais.

Quanto mais você fizer bobagem no começo, mais terá o que corrigir mais tarde. Pense nisso.

Não corrigir links quebrados

O pior erro é não corrigir seus erros. Deixar que eles se acumulem será um grande estorvo mais tarde, e algo comum é você instalar um plugin como o Broken Link Checker e descobrir que tem milhares de links quebrados.

Quando o bot do Google varre seu blog, ele segue todos os links dofollow e quanto mais deles estiverem quebrados, pior será a reputação da página. Por isso é importante manter os links que você publica sempre atualizados; quando eles ficam sem destino, seu DEVER é procurá-los e corrigi-los ou removê-los.

Não deixe isso para muito tarde ou a coisa pode chegar a um ponto insuportável. Tão logo links quebrem – o que é normal acontecer, já que sites e postagens são excluídos com frequência – já vá arrumando.

É isso por enquanto. Espero que minha experiência e opiniões sobre o assunto sejam de valia para você que lê. Se quiser contribuir, opine.

Imagem do post: Ilker / Stock.xchng 

Author

Fundador do Tutoriart em 2010, é ex-instrutor de Photoshop, design web e gráfico. Em quase uma década de redação online, tem cerca de 1500 artigos publicados. Gerencia também o Memória BIT.

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