Como as pessoas do passado imaginavam o futuro?

Ilustrações francesas do fim do século XIX retratam o então longínquo ano 2000. Algumas chegaram perto.
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Como as pessoas do passado imaginavam o futuro? Muito antes da internet, do celular, da TV?

A Revolução Industrial impactou não só a indústria, mas a própria cultura. Autores como Júlio Verne, Charles Dickens e depois H. G. Wells foram influenciados pelas mudanças. Criaram histórias sobre viagens no tempo, aventuras submarinas e a dificuldade de adaptação à tecnologia.

A transição de métodos artesanais para automatizados encheu a sociedade de sonhos. Céu e mar estavam no centro das fantasias: polícia aérea, atletas submarinos, ônibus puxados por baleias.

Com o advento de máquinas a vapor, nascia, entre outras vertentes de visão futurista, o steampunk — termo cunhado muito mais tarde, por volta dos anos 80. Imaginavam-se máquinas com todo propósito, desde um simples barbear, até a rotina da fazenda.

Essa série de ilustrações intitulada "No Ano 2000", de Jean-Marc Côté, circulou na França entre 1899 e 1910. Eram cartões em pacotes de cigarros, e mais tarde, fabricados como postais, nunca distribuídos. Um set dos cards foi comprado por Isaac Asimov, autor de clássicos como "Eu Robô" e "O Homem Bicentenário". Seu livro "Futuredays: A Nineteenth Century Vision of the Year 2000" (Dias Futuros: Uma Visão do Século XIX do Ano 2000), publicou as ilustrações em 1989.

Algumas são assustadoramente precisas. Mas será que imaginavam que em 2018, às margens da 4ª Revolução Industrial, estaríamos ensinando que a Terra não é plana?

Casa móvel. Trailers?
"O carteiro rural". Erraram o ano, mas entregas com drones já são realidade em alguns países, como a Suíça.
"Uma corrida no Pacífico". Esportes subaquáticos são realidade faz tempo. Só errou na torcida - e nos peixes montados.
"Criação intensiva". Nada tão imediato assim, mas incubadoras estão na indústria há tempos.
"Na Escola". Várias interpretações possíveis.
"Um grupo de croquet". De novo, imaginavam esportes subaquáticos.
"Os Pequenos Ladrões do Ninho da Águia". Asas mecânicas estavam no centro do interesse quase sempre.
"Mergulhadores cavalgando". Pura fantasia.
"Ônibus-baleia".
"Orquestra bem treinada". Existem orquestras mecânicas das mais antigas e convencionais, até as mais experimentais.
"Pescaria de gaivotas". Essa não seria muito prática.
"Polícia da aviação". Com a evolução dos aviões, natural imaginar como seriam policiados. Ainda não temos guardas alados por aí, mas quem sabe no futuro?
"Sentinela avançada num helicóptero". EU QUERO IBAGENS, COMANDANTE HAMILTON!
"Pontos de transporte aéreo". Mais ou menos como um ponto de ônibus, mas para veículos voadores. Quase um heliponto?
"Varredor elétrico". Máquinas humanoides ou não fazendo serviços domésticos estão conosco e continuam evoluindo.
"Madame no Toilette". Certas tarefas ainda são muito delicadas para máquinas.
"A Nova Barbearia". De novo, um serviço delicado demais para máquinas de preço acessível.
"Uma Batalha Aérea". Conceito preciso, embora no transporte errado.
"Carros de guerra". Veículos fortificados de combate eram imaginação óbvia.

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